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Já Chega! · jachega.org/sinais/bruno-mascarenhas-aml-inseguranca-imigracao/ · última verificação: 18.10.2026

Sinais / Minorias

Bruno Mascarenhas, deputado municipal do Chega em Lisboa: Liga a insegurança em Lisboa à imigração e projeta na Assembleia Municipal imagens com caras

Disse · Minorias · 05.11.2024

«Lisboa foi sempre uma cidade que integrou, mas não desta forma massiva e impossível de integrar desta forma massiva e, isso é responsabilidade do “centrão” PS e PSD, portanto, os Senhores abriram as fronteiras de forma escancarada e, portanto, permitem que isto aconteça»
Bruno Mascarenhas, deputado municipal do Chega em Lisboa · Liga a insegurança em Lisboa à imigração e projeta na Assembleia Municipal imagens com caras

Debate de atualidade pedido pelo Grupo Municipal do Chega sobre «distúrbios, desacatos e insegurança na cidade de Lisboa», na 96.ª sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa (ata n.º 142, 5 de novembro de 2024). Antes do debate, o PCP anunciou que não interviria, por entender tratar-se de «uma clara instrumentalização das questões da segurança». A citação é da intervenção final de Bruno Mascarenhas (ata, pp. 36–37).

O que aconteceu: No fim do debate, o Livre fez um protesto à Mesa, em que disse: «Questionamos a legalidade do uso das imagens que foram apresentadas»; o Bloco de Esquerda associou-se ao protesto (ata, pp. 38–39). Segundo a Lusa, BE, PCP, PEV, Livre e dois deputados independentes saíram da sala e não participaram no debate.

Na apresentação do debate, Bruno Mascarenhas projetou imagens de notícias de crimes na cidade. A presidente da Assembleia, Rosário Farmhouse, interrompeu-o: «Senhor Deputado, se não se importa, penso que faça uma pausa, de facto, está a mostrar a cara das pessoas e não pode e, por isso, nesta imagem, não… tem, que tapar a cara das pessoas, pedimos o cuidado de proteger a imagem das pessoas.» Depois de o deputado dizer que não tinha mais imagens desse tipo, acrescentou: «Então, pode continuar a apresentação, lamentando que esteja a expor deste modo, pessoas que não deveria fazê-lo.» (ata, p. 18). Segundo a Lusa, entre as imagens estavam fotografias das pessoas mortas num triplo homicídio numa barbearia da Penha de França, em outubro de 2024.

Na mesma apresentação disse: «há um clima de medo na cidade de Lisboa» e «vemos inclusivamente populações imigrantes, que já estão totalmente aditas à “droga”» (p. 19). Quando referiu a origem de um suspeito citado numa notícia, a presidente interrompeu de novo: «Agradeço que não diga a origem, porque isso não é importante para a notícia!» e «Certamente, não tem a ver com a nacionalidade de origem!»; e, depois da resposta do deputado: «Mas não tem a ver com a origem e, portanto, agradeço que evite a origem das pessoas!» (p. 20).

Na intervenção final disse: «Lisboa neste momento está sem controlo» e «nós, de facto, não somos um dos países mais seguros do mundo. Claramente, não somos e as estatísticas, portanto, estão adulteradas.» (p. 36).

Fontes: Ata n.º 142, 96.ª sessão extraordinária, reunião de 5 de novembro de 2024, pp. 15–20, 36–39 e 76 (documento, noutro site) (Assembleia Municipal de Lisboa), 05.11.2024 · arquivo (documento, noutro site); Assembleia Municipal de Lisboa adverte Chega por associar criminalidade a imigração (noutro site) (Lusa (via Observador)), 05.11.2024 · Lusa · arquivo (noutro site)

Resposta do visado

Na mesma sessão, Bruno Mascarenhas disse à Mesa: «eu estava perfeitamente convencido, que estavam todas as imagens com filtros. Houve um lapso do nosso Grupo, infelizmente, foram passadas imagens que não o deviam ter feito. Nós já pedimos à Mesa, para que fosse retirado aquele Slide em específico» e apresentou «o nosso pedido de desculpa à Mesa e à Câmara» (ata, p. 76). (05.11.2024)

Fonte: Ata n.º 142, 96.ª sessão extraordinária, reunião de 5 de novembro de 2024, pp. 15–20, 36–39 e 76 (documento, noutro site) (Assembleia Municipal de Lisboa), 05.11.2024 · arquivo (documento, noutro site)

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