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Já Chega! · jachega.org/sinais/operacao-irmandade-militantes-chega/ · última verificação: 25.10.2026

Sinais / Ligações à extrema-direita

Três militantes do Chega, segundo a imprensa (sem nomes): Três militantes do Chega estão entre os 37 detidos da Operação Irmandade, segundo a RTP

Fez · Ligações à extrema-direita · 20.01.2026

Três militantes do Chega estão entre os 37 detidos da Operação Irmandade, segundo a RTP
Três militantes do Chega, segundo a imprensa (sem nomes)

Operação do Ministério Público e da Polícia Judiciária contra um grupo que o Ministério Público descreve como de «inspiração extremista, nacionalista e neonazi». A imprensa identifica-o como o Grupo 1143. Os detidos são arguidos num inquérito, e todos se presumem inocentes.

O que aconteceu: Cinco arguidos ficaram em prisão preventiva e os restantes com medidas não privativas da liberdade (nota de 24 de janeiro de 2026).

A 20 de janeiro de 2026, num inquérito dirigido pelo DIAP de Lisboa, com a Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária, foram feitas mais de sessenta buscas e 37 detenções. Segundo o Ministério Público, «Encontra-se indiciado que os detidos integravam uma estrutura criminosa, hierarquicamente organizada, que perfilhando a ideologia nazi, desenvolvia atividades que incitavam à discriminação, ao ódio e à violência racial». Segundo a nota de 24 de janeiro, os 37 arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência e, alguns deles, de ofensa à integridade física qualificada e detenção de arma proibida. As notas do Ministério Público não nomeiam ninguém nem referem partidos.

Segundo a imprensa, entre os detidos estavam «três militantes do Chega» (RTP). A RTP acrescenta: «um deles foi conselheiro nacional do Chega e outros dois candidatos autárquicos do partido em Guimarães». Segundo a Renascença, Ventura garantiu que desconhecia que três elementos do grupo eram também militantes do Chega. Ventura disse que «alguns já tinham sido expulsos».

Sobre membros do Grupo 1143 num autocarro do Chega, em 2024, com o deputado Rui Afonso, ver esta ficha.

"Irmandade". Detidos em operação contra movimento neonazi continuam a ser ouvidos — Os 37 detidos pela Polícia Judiciária, no âmbito da Operação Irmandade, continuam esta quinta-feira a ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.
Título e entrada da peça da RTP de 22.01.2026. Recorte: RTP, citação com indicação da fonte. Ler a notícia (noutro site).

Fontes: Discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Buscas e detenções. MP. DIAP de Lisboa (noutro site) · cópia (documento) (Ministério Público (Procuradoria-Geral Regional de Lisboa)), 20.01.2026; Discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Medidas de coação. MP: DIAP de Lisboa (noutro site) · cópia (documento) (Ministério Público (Procuradoria-Geral Regional de Lisboa)), 24.01.2026; «Irmandade». Detidos em operação contra movimento neonazi continuam a ser ouvidos (noutro site) (RTP), 22.01.2026; Ventura irritado com perguntas sobre neonazis. «Qualquer pessoa pode ser militante do Chega» (noutro site) (Renascença), 22.01.2026 · arquivo (noutro site)

Resposta do visado

Em entrevista à RTP, André Ventura, presidente do Chega, disse sobre os detidos: «nem sei quem são». E acrescentou: «Julgo que alguns já tinham sido expulsos até do partido e, portanto, essa questão nem se coloca.» Disse também que «qualquer pessoa pode ser militante do Chega» e que «O Chega tornou-se um partido muito grande, com militantes de todos os quadrantes e, como em todos, há situações que não são as melhores» (Renascença). (21.01.2026)

Fonte: Ventura irritado com perguntas sobre neonazis. «Qualquer pessoa pode ser militante do Chega» (noutro site) (Renascença), 22.01.2026 · arquivo (noutro site)

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