Sinais / Ligações à extrema-direita
Tiago Monteiro, conselheiro nacional do Chega e responsável pelo núcleo de Mafra: Conselheiro nacional admite ter participado na Nova Ordem Social e demite-se
Fez · Ligações à extrema-direita · 17.01.2020
Conselheiro nacional admite ter participado na Nova Ordem Social e demite-se
Anterior ao Chega. É anterior à entrada no partido.
A 16 de janeiro de 2020, a Sábado publicou uma investigação sobre dirigentes do Chega com passado, segundo a revista, em grupos de extrema-direita. Um deles era Tiago Monteiro, ligado pela revista à Nova Ordem Social, movimento que a Lusa descreve como «de extrema-direita» e que estava entretanto suspenso.
O que aconteceu: Renunciou aos cargos a 17 de janeiro de 2020. André Ventura aceitou a demissão no mesmo dia.
Segundo a Sábado, Tiago Monteiro teve ligações à Nova Ordem Social (NOS) e esteve à frente do núcleo de Sintra desse movimento. No dia da publicação, 16 de janeiro de 2020, André Ventura disse aos jornalistas que não iria tolerar nem admitir «qualquer presença em órgãos dirigentes de militantes que estejam ou tenham estado ligados, quer a atos violentos, quer a atos subversivos, ligados a movimentos extremistas, movimentos violentos ou movimentos racistas», e exigiu aos visados «um desmentido imediato de qualquer ligação atual ou passada a movimentos como o NOS, ou outros». Segundo o Público, Ventura prometeu também mudar as fichas de inscrição, com «perguntas [de resposta] obrigatórias» sobre a pertença a movimentos e partidos nos últimos cinco anos, e admitiu que o partido ainda não tinha estruturas para fazer a triagem dos militantes, que tinham passado «de cerca de mil antes das eleições para mais de oito mil». Monteiro não fez o desmentido. No dia seguinte, renunciou aos cargos de conselheiro nacional e de responsável pelo núcleo de Mafra. Numa nota à Lusa, Ventura escreveu: «Recebi hoje, e aceitei, o pedido de demissão do conselheiro Tiago Monteiro».
A 31 de janeiro, Monteiro admitiu à Lusa que participou «na Nova Ordem Social numa fase de recolha de assinaturas», durante «dois, três meses, se tanto», e que se afastou «no final de 2014». Negou ter estado à frente do núcleo de Sintra: diz que o seu nome foi publicado «à [sua] revelia», quando já não estava ligado ao movimento. Disse que não assinou o desmentido porque não «ia desmentir uma coisa que é verdade».
Segundo a Lusa, justificou a saída do Chega por «não querer prejudicar o partido». A mesma investigação da Sábado visava o presidente da Mesa da Convenção, Luís Graça (ver a ficha).
Fontes: Ex-membros de grupos neonazis são dirigentes do Chega (noutro site) (Sábado), 16.01.2020; Ventura aceita demissão de conselheiro ligado à extrema-direita (noutro site) (Lusa (via Sábado)), 17.01.2020 · Lusa; Ex-dirigente do Chega admite ter estado ligado à Nova Ordem Social mas recusa rótulo de nazi (noutro site) (Lusa (via Sábado)), 31.01.2020 · Lusa; Chega vai retirar confiança política aos dirigentes com ligação a movimentos extremistas e controlar admissões (noutro site) (Público), 16.01.2020
Resposta do visado
À Lusa, Tiago Monteiro disse: «Não sou racista, não sou nazi». E ainda: «Não havia necessidade de mentir sobre algo que sempre admiti, apesar de a palavra nazi ser um bocado exagerada». Mostrou-se «arrependido, tendo em conta o desfecho que isto teve». (31.01.2020)
Fonte: Ex-dirigente do Chega admite ter estado ligado à Nova Ordem Social mas recusa rótulo de nazi (noutro site) (Lusa (via Sábado)), 31.01.2020 · Lusa
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