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Já Chega! · jachega.org/sinais/proposta-revisao-constitucional-2020/ · última verificação: 18.10.2026

Sinais / Constituição

André Ventura: Propõe na revisão constitucional de 2020 o «fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo»

Propôs · Constituição · 22.09.2020

Propõe na revisão constitucional de 2020 o «fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo»
André Ventura

Entre outras alterações, o projeto propunha o «fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo», eliminar o artigo 288.º (limites materiais da revisão) e admitir a castração química e, em alguns casos, a «castração físico-cirúrgica».

Iniciativa: Projeto de Revisão Constitucional n.º 3/XIV

O que aconteceu: Admitido a 09.10.2020. Rejeitado a 22.07.2021.

André Ventura, então deputado único do Chega, apresentou o projeto a 22 de setembro de 2020, em seis partes. Propunha: um imposto sobre o rendimento pessoal «único e proporcional»; o «fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo» (artigos 1.º e 108.º); que os cargos de Primeiro-Ministro e de ministro de Estado só pudessem ser exercidos por portadores de «nacionalidade portuguesa originária»; eliminar o artigo 288.º, que fixa os limites materiais da revisão, entre eles «A forma republicana de governo»; uma exceção no artigo 25.º para «a aplicação da pena acessória de castração química» e a regra de que, em alguns casos, «poderá haver lugar a castração físico-cirúrgica»; um novo artigo 30.º, n.º 1, sem a proibição expressa de penas com carácter perpétuo; e trabalho obrigatório para os reclusos.

O Presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues, admitiu o projeto a 9 de outubro de 2020. O Despacho n.º 190/XVII, de 2026, relata que o fez «ponderando a posição assumida pela 1.ª Comissão» e que remeteu a discussão de fundo para a fase própria do processo de revisão. Segundo o mesmo despacho, perante um projeto de conteúdo próximo, essa comissão tinha entendido que «não cabe à Assembleia da República, por mais flagrante que seja a inconstitucionalidade de um projeto de revisão, vedá-lo por via de uma alegação preventiva de violação da lei fundamental». O projeto foi rejeitado a 22 de julho de 2021, quando o plenário assumiu as votações indiciárias feitas na comissão de revisão.

Sobre o programa político de 2019, que defendia uma Constituição «elaborada e votada fora dos limites de uma democracia vigiada por um poder militar tutelado por marxistas», ver esta ficha.

Excerto do Diário da Assembleia da República com a parte do projeto intitulada «Pelo fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo». A exposição de motivos termina: «o que só é possível com o fim da obrigatoriedade da forma republicana de governo». Seguem-se as novas redações propostas para os artigos 1.º e 108.º da Constituição.
Projeto de Revisão Constitucional n.º 3/XIV, no Diário da Assembleia da República, II série A, n.º 4/XIV/2, 22.09.2020, p. 4 (excerto). Documento: Diário da Assembleia da República, Texto apresentado à Assembleia. Original (noutro site).

Fontes: DAR II série A n.º 4/XIV/2, pp. 3–8 (noutro site) · cópia (documento) (Diário da Assembleia da República), 22.09.2020; Projeto de Revisão Constitucional n.º 3/XIV (noutro site) · cópia (documento) (Assembleia da República), 22.09.2020 · arquivo (noutro site); Despacho n.º 190/XVII do Presidente da Assembleia da República (relata a admissão do projeto de 2020) (noutro site) · cópia (documento) (Assembleia da República), 29.05.2026 · arquivo (noutro site); Programa Político 2019 (cópia do Wayback Machine de 29/10/2019) (documento, noutro site) (Chega), setembro de 2019 · arquivo (documento, noutro site)

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